Curea

Lista de espera

Você carrega tudo. E o que ficou para depois foi você.

Se quase tudo na sua casa passa por você, provavelmente a primeira coisa que saiu da lista foi a única que dependia só de você.

“Cuidar de mim é a última coisa que eu penso.”Dito por uma mãe, em entrevista de uma pesquisa publicada

“esse meu lado ‘mulher’ é que tá anulado, entendeu? Hoje em dia eu me vejo mesmo mais como mãe, como cuidadora deles, assim, sempre tudo em função deles.”Dito por uma mãe, em entrevista de uma pesquisa publicada

Carrego tudo

Carregar não é fazer. É lembrar.

Se quase tudo passa por você, existe uma lista que mora numa cabeça só, e a cabeça é a sua.

Essa lista não tem hora, não tira férias, e não passa para outra pessoa quando você adoece. E ninguém vê essa lista.

Se a sua criança precisa de mais cuidado, tem uma segunda lista em cima da primeira. A mesma cabeça, com o dobro de coisa dentro.

Nas duas, o seu nome é o último.

A Curea não vai chamar isso de força.
E não vai ensinar você a suportar mais.

O medo que aparece quando mães contam como é viver assim

“Eu fico preocupada é se amanhã eu não estiver neste mundo, quem vai cuidar desta criança”Dito por uma mãe, em entrevista de uma pesquisa publicada

Por baixo dessa frase existe uma preocupação concreta: estar aqui quando a criança precisar.

E existe uma contradição difícil aí. A mesma mãe que teme não estar disponível amanhã muitas vezes colocou o próprio corpo por último hoje.

Não porque seja descuidada. Porque olhar para si começou a parecer tempo tirado de alguém que precisa mais.

O que está no fim da lista é o seu corpo

Quando alguma coisa precisa sair da semana, sai a que não cobra. E a que não cobra é você.

Seu corpo.
Sua força.
Seu movimento.
Seu descanso.

Não para você dar conta de mais coisa.

“Eu gostaria de ter tempo pra mim, pra eu poder ir no cabeleireiro, pra eu poder fazer minhas unhas, pra eu... eu quero poder voltar pra academia, entende”Dito por uma mãe, em entrevista de uma pesquisa publicada

Isso precisa caber na vida que existe

Por isso a regra é uma só. Tudo pode ser reduzido, adaptado ou interrompido.

Movimento, força, respiração, Yoga e recuperação, sem transformar o cuidado com você em mais uma obrigação. Se uma semana não couber, você não recomeça do zero.

Serão no máximo quinze mulheres

Esse primeiro grupo ainda está sendo construído. Eu quero decidir o formato ouvindo mães que vivem essa rotina, e não desenhando tudo no papel.

Mas uma coisa já está definida. Quinze é o número que eu consigo acompanhar de perto sem transformar isso numa plateia.

Deixa o seu e-mail e eu te aviso quando as quinze vagas abrirem. Ainda não tem data nem preço, e quando tiver você fica sabendo primeiro.

Eu uso o seu e-mail para te avisar sobre isso e para mandar, de vez em quando, conteúdo que eu escrevo para mães. Todo e-mail tem link de descadastro, e você pode pedir para apagar tudo escrevendo para contato@curea.com.br.

Há coisas que isso não resolve

Não cria a rede que deveria existir ao seu redor, e não faz outra pessoa assumir a parte que deveria assumir.

Não resolve escola, clínica, plano de saúde nem burocracia.

E não previne doenças. Seria desonesto dizer o contrário.

Mas existe uma parte dessa história sobre a qual ainda é possível agir. E é justamente a parte que tantas mães dizem ter deixado por último: elas mesmas.

Quem está do outro lado

Eu sou a Laira, professora de yoga e engenheira, mãe de dois, e uma das minhas filhas é autista. Eu cheguei nisso sem mapa, juntando pedaço por pedaço.

Eu não espero que você tenha em algumas semanas o que eu tenho hoje, nem vou cobrar isso de você.

Se você quiser entender de onde vem tudo isso, tem uma página curta explicando a Curea.

Talvez você já tenha ouvido que é guerreira. Que é forte. Que consegue dar conta.

Não é isso que eu quero repetir aqui.

Você tem o direito de não ser forte o tempo todo.

A criança ocupa uma parte enorme da sua vida. Mas você também ainda está aqui.

Material educativo. Não é diagnóstico e não substitui avaliação ou acompanhamento médico ou psicológico.

As falas citadas nesta página foram ditas por mães em entrevistas de pesquisas publicadas. Estão reproduzidas sem alteração e sem nome.